sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Prólogo

A noite acabara de começar, uma tempestade se aproxima e os barulhos dos respingos ecoam pelo quarto, a única luz que ilumina o ambiente é a tela do computador, césar digita rapidamente enquanto a fumaça do cigarro é iluminada juntamente com seu rosto, ele está atônito e em busca de descobrir arquivos guardados pelos servidores da ABIN – Agência Brasileira de Inteligência – sobre uma operação ultra secreta envolvendo militares em uma pequena cidade do interior do Pará, ele sabia que estava colocando sua vida em risco, porém ele não podia deixar de descobrir a verdade e mostrar ao mundo o que o governo brasileiro sabia sobre os experimentos.
Enquanto ele digitava, o telefone toca e ele atende, com a voz trêmula:

-Alô? – uma respiração profunda estava do outro lado
-Alô porra! – e nada de respostas, apenas a respiração

Ele bate o telefone com raiva “Quem será que é esse desgraçado?” se perguntava enquanto acendia outro cigarro e voltava para sua pesquisa
Quando ele se deu conta, lá estava ele olhando para o que ele imaginava, o WikiLeaks tinha conseguido vários documentos ultrasecretos e ele, com seu conhecimento de computação, encriptou boa parte deles e guardou em um pendrive, quando de repente a paz de sua casa é quebrada, ele escuta alguém caminhando vagarosamente no piso térreo, elepega o pendrive com os arquivos e esconde num buraco no teto de seu escritório, ao se aproximar da porta para tentar enxergar algo, ele se depara com dois homens de terno, um deles ajeita a luva que ele usava e diz:
-Senhor César, sabemos que está ai e sabemos o que o senhor fez, o senhor está colocando em risco a segurança nacional – enquanto eles falam eles sacam suas armas e colocam silenciadores.

César, sem muita chance de escapar, resolve pular no parapeito da janela, a noite era muito chuvosa, nesse meio tempo os homens invadem o escritório e começam a atirar, césar consegue pular mas leva um tiro de raspão na perna, ele cai, porém consegue correr em direção a um matagal que ficava perto de sua casa em um bairro afastado, os dois homens o seguem correndo e atirando em sua direção, ele entra no matagal e correndo sem rumo, ele sabia que ali seria o seu fim, quando ele finalmente se cansou, ele parou para respirar e procurar um meio de sumir dali, ele precisava se encontrar com  seu contato que ficava em Brasília, quando ele finalmente consegue achar uma estrada, ele chega a um bar e pede por socorro, tudo que ele viu foi uma cena assustadora, todos estavam mortos, com tiros na cabeça, ao chegar no balcão, ele leva uma coronhada e desmaia.

Ao acordar, ele se depara com uma luz muito forte em seus olhos, ele estava sentado numa cadeira e amarrado, ele estava sozinho em uma sala que parecia um depósito de ferramentas desses de posto de estrada, ele começava a se arrepender de ter feito aquilo, ele nao podia combater o governo, ele sabia que ele iria morrer. O Silencio de seus pensamentos foram encerrados quando ele escuta alguem abrindo a porta, o homem de terno anda vagarosamente através da sala, pega uma cadeira e coloca na frente dele, ele calmamente senta, acende um cigarro e começa a falar:

-olá senhor césar, o senhor quase conseguiu fugir de nós, achou que não iríamos encontrar voce nesta cidade de bosta, pois saiba que temos olhos e ouvidos em todos os lugares, o governo não nos paga para ficarmos monitorando favelas e manifestações, nosso departamento faz coisas muito mais importantes, e presumo que o senhor saiba muito bem de qual departamento estou falando senhor césar – quando ele termina de falar, o homem pega um envelope e de dentro dele tira uma folha com várias informações e começa a falar – Senhor César Medeiros Conti, nascido em 1 de agosto de 1987 na cidade de São José dos Campos, sangue do tipo B, formado em Engenharia da Computação na Universidade de São Paulo, trabalhou por muito tempo no Centro Técnico Aeroespacial, CTA, temos todo o seu registro, monitoramos voce desde o seu envolvimento com o projeto LAMBDA orquestrado pelo CTA em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
César não entendia como aqueles homens tinham conseguido aquelas informações, mas ele tinha certeza que eram homens poderosos, homens que matariam para manter escondido a verdade que ele tanto procurou.

-Tem algo a dizer senhor césar? – disse o homem enquanto guardava os papéis e se preparava para acender outro cigarro.

-Vá pro inferno seu engomadinho do governo – antes dele terminar a frase, o homem apaga um cigarro em seu olho.

-AAAAH SEU DESGRAÇADO, VOCE VAI ME PAGAR! – ele se debatia na cadeira de dor e sofrimento

-Senhor César, este é um novo milênio, todos os governos fazem suas pesquisas e eles pagam rios de dinheiro para manter essas informações longe de pessoas como você, que querem provocar um caos mundial, as pessoas são como primatas, se elas sabem dessas coisas, elas irão entrar em um modo primitivo de sobrevivência e a sociedade entrará em colapso, o senhor tem idéia da magnitude do que o senhor quer revelar? Agora me diga, onde estão os arquivos que o senhor conseguiu?

Ao terminar, césar apenas olha com um sorriso no rosto e diz:
-Não importa, a verdade nunca ficará escondida para sempre, nossa memória irá sobreviver, nossos ideais irão sobreviver, e sempre existirão pessoas como eu, eu nunca irei dizer onde os arquivos estão.

-Bem senhor césar, eu tentei ajudá-lo – o homem saca sua arma e desfere um tiro fatal na cabeça de césar, acabando com um dos homens que mais se sacrificou para mostrar a verdade a quem quisesse saber.
Ao executar o serviço, o homem pega seu telefone e faz uma ligação para uma pessoa desconhecida:

-Senhor, conseguimos apagar o alvo numero sete

A voz do outro lado da linha então diz:

-Ótimo, e os arquivos conseguiu?
-Não senhor, ele não quis revelar, mas acreditamos que esteja guardado em algum dispositivo de armazenamento portátil.

-então encontre-o! A segurança nacional depende destes arquivos! – a pessoa desconhecida então desliga o telefone abruptamente.

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